Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Ocultas faces

O enredo de cordel do entretenimento dos media, continua.

Varas, Penedos, e outros iscos pequenos, continuam na ordem do dia; continuam a ocupar as pantalhas dos portugueses, com entretenimento de questões bem mais importantes. A saber:

- A Constituição dita Europeia está em prática.

- A AR portuguesa serve apenas como filial para Bruxelas se entreter.

- Afinal o que é que o novo velho (des)Governo vai fazer para relançar a economia nacional?

- Vai baixar impostos para tal efeito?

- Vai lançar campanhas internacionais para cativar investimento estrangeiro?

- Vai cortar na despesa pública com ministros, secretários de estado, sub-secretários, as primas e os primos dos mestres de obras? - A esta já temos a resposta: aumentou o número de primas e primos dos mestres de obras, mais os respectivos 37.

- O novo velho presidente da CML vai dar verdadeiro cumprimento às suas promessas? Para começar, e tendo em conta que o Inverno se aproxima, e as chuvas também: não seria possível mandar, sim MANDAR, os serviços da CML (os Srs. funcionários que se estorvam um aos outros ...) desentupir as sarjetas?

Corrupção?!
Não.

Corrupção é algo que se desconhece; aquilo que sucede em Portugal, não é corrupção. Não.

É a institucionalização do suborno: passivo e activo.
Em que o primeiro pede, e em que está intrínsecamente inerente, a "coima" pelo segundo.

O povo português é hipócrita.
Todos sabem que há corrupção.
Vendem-se e compram-se mutuamente, sabem quem se vende, e quem compra. Mas quando o cheiro chega aos media: aqui d'el rey!

Conseguiremos chegar sempre mais baixo enquanto colectivo.
É pena.

De la Palice

Tomadas de posse

Uma fogueira de vaidades: Vanitas vanitatum, et omnia vanitas.

Egos que se atropelam.
Mas, a maior vaidade, são os interesseiros e os penduras de hoje, de sempre, e de amanhã, num frenesim de lambe-botismo.

O problema é de raiz, onde uns veêm trabalho, os outros veêm benefícios e beneplácitos.

Onde uns veêm serviço público, os outros veêm interesses, confraria e benesseses.

Vamos ver onde estão daqui a 2 anos ...

Haja saco.

Domingo, Novembro 01, 2009

Dia


Nas horas de silêncio, à meia-noite,
Eu louvarei o Eterno!
Ouçam-me a terra, e os mares rugidores,
E os abismos do Inferno.
Pela amplidão dos céus meus cantos soem,
E a Lua resplendente
Pare em seu giro, ao ressoar nest'harpa
O hino do Omnipotente.

Antes de tempo haver, quando o infinito
Media a eternidade,
E só do vácuo as solidões enchia
De Deus a imensidade,
Ele existia, em sua essência envolto,
E fora dele o nada:
No seio do criador a vida do homem
Estava ainda guardada;
Ainda então do mundo os fundamentos
Na mente se escondiam
De Jeová, e os astros fulgurantes
Nos céus não se volviam.

Eis o Tempo, o Universo, o Movimento
Das mãos solta o Senhor.
Surge n Sol, banha a Terra, desabrocha
Nesta a primeira flor;
Sobre o invisível eixo range o globo;
O vento o bosque ondeia;
Retumba ao longe o mar; da vida a força
A natureza anseia!

Quem, dignamente, ó Deus, há-de louvar-Te,
Ou cantar Teu poder?
Quem dirá de Teu braço as maravilhas,
Fonte de todo o ser,
No dia da Criação; quando os tesouros
Da neve amontoaste;
Quando da Terra nos mais fundos vales
As águas encerraste?!

E eu onde estava. quando o Eterno os mundos,
Com dextra poderosa,
Fez, por lei imutável, se livrassem
Na mole ponderosa?
Onde existia então ? No tipo imenso
Das gerações futuras;
Na mente do meu Deus. Louvor a Ele
Na Terra e nas alturas!
Oh, quanto é grande o rei das tempestades,
Do raio, e do trovão!
Quão grande o Deus, que manda, em seco estio,
Da tarde a viração!
Por Sua providência nunca, embalde,
Zumbiu mínimo insecto;
Nem volveu o elefante, em campo estéril,
Os olhos inquieto.
Não deu Ele à avezinha o grão da espiga,
Que ao ceifador esquece:
Do norte ao urso o sol da Primavera,
Que o reanima e aquece?
Não deu Ele à gazela amplos desertos,
Ao certo a amena selva,
Ao flamingo os pauis, ao tigre o antro,
No prado ao touro a relva?
Não mandou Ele ao mundo, em luto e trevas,
Consolação e luz?
Acaso em vão algum desventurado
Curvou-se aos pés da Cruz?
A quem não ouve Deus? Somente ao ímpio
No dia da aflição,
Quando pesa sobre ele, por seus crimes.
Do crime a punição.

Homem, ente imortal, que és tu perante
A face do Senhor?
És a junça do brejo, harpa quebrada
Nas mãos do trovador!
Olha o velho pinheiro, campeando
Entre as neves alpinas:
Quem irá derribar o rei dos bosques
Do trono das colinas?
Ninguém! Mas ai do abeto, se o seu dia
Extremo Deus mandou!
Lá correu o aquilão: fundas raízes
Aos ares lhe assoprou.
Soberbo, sem temor, saiu na margem
Do caudaloso Nilo,
O corpo monstruoso ao sol voltando,
Medonho crocodilo.
De seus dentes em roda o susto habita:
Vê-se a morte assentada
Dentro em sua garganta, se descerra
A boca afogueada:
Qual duro arnês de intrépido guerreiro
É seu dorso escamoso;
Como os últimos ais de um moribundo
Seu grito lamentoso:
Fumo e fogo respira quando irado;
Porém, se Deus mandou,
Qual do norte impelida a nuvem passa,
Assim ele passou!

Teu nome ousei cantar! Perdoa, ó Nume;
Perdoa ao teu cantor!
Dignos de ti não são meus frouxos hinos,
Mas são hinos de amor.
Embora vis hipócritas te pintem
Qual bárbaro tirano:
Mentem, por dominar com férreo ceptro
O vulgo cego e insano.
Quem os crê é um ímpio! Recear-te
É maldizer-te, ó Deus;
É o trono dos déspotas da Terra
Ir colocar nos Céus.
Eu, por mim, passarei entre os abrolhos
Dos males da existência
Tranquilo, e sem temor, à sombra posto
Da Tua Providência.


- Alexandre Herculano, Deus

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

A Tomada de Lisboa

No Domingo Ilustrado-----------------------(clicar nas imagens)

Publicado, também, n' O Carmo e a Trindade

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

São coisas do diavolo!

Cadeia alimentar ...

O Douro, do Nortadas, publicou um artigo extremamente interessante, e o link - a ser seguido com curiosa atenção, pelo menos enquanto estiver online ... - merece-me o seguinte reparo:

No ID 88329, foram pagos 343.000,00 € para 450 horas (!) de Apoio e Acompanhamento Jurídico na Elaboração dos PGBH ... hummmm ... há gente que nasceu com sorte...

Mais vale cair em graça, do que ser engraçado.

É o que há mais

Faces ocultas

"Face Oculta"

Operação "Face Oculta": PJ de Lisboa confirma buscas na capital, Porto, Aveiro e Coimbra

A Polícia Judiciária de Lisboa confirmou ao PÚBLICO que dezenas de agentes da corporação estão envolvidos em buscas em empresas e escritórios pessoais no âmbito da operação "Face Oculta".

É assim mesmo!

Riding the crests of Life

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Como é que é?!

Arquitectos do prédio do Rato testam com a câmara "ligeiras alterações" ao projecto

A promotora do imóvel admite modificações "dentro do existente e não prejudicando a empresa" e pondera desistir do pedido de indemnização de 18 milhões feito a 11 vereadores

O administrador da promotora do controverso imóvel projectado pelos arquitectos Manuel Aires Mateus e Frederico Valsassina para o Largo do Rato admite introduzir "ligeiras alterações" no projecto para que este seja licenciado pela Câmara de Lisboa, embora o considere "tecnicamente perfeito". Se essa aprovação for garantida, Diogo Jardim diz-se disposto a desistir dos pedidos de indemnização de cerca de 18 milhões de euros entregues em tribunal.

Olhem só o mamarracho

A propósito deste mamarracho, correu a Petição "Salvem o Largo do Rato", contra a construção de tal dislate arquitectónico.

Os primeiros peticionários: Jorge Santos Silva (Lesma Morta), Luis Marques da Silva (LMS) e Paulo Ferrero (CLx), deram entrada da Petição "Salvem o Largo do Rato" com mais de 5000 assinaturas na Assembleia da República, tendo a mesma recebido esta resposta: 1, 2, 3, 4 (fonte: Lesma Morta)

Mais um ...

... (des)Governo tomou posse.

A estupada do costume.

Carpete, perdão, passadeira encarnada (ou será vermelha? Tudo coisas que me consomem ...) para os do costume (aqueles que administram este país, o mais avançado do mundo. Ah não é?! Olhem que pelo número de aves, devia.).

E foi ver a feira de vaidades. Todos a quererem entrar pela "tal porta", que era só a tal para um grupinho ainda mais restricto ...

O protocolo esteve péssimo; não houve a delicadeza de colocarem pelo menos uma pessoa para evitar os tais incómodos de irem retirar as pessoas que queriam entrar pela "tal porta".

E eram sorrisinhos, e afectos vários a gosto e ao peso. E ele eram as hipocrisias e o cinismo de sempre e do costume.

Um cansaço pois, esta coisa das tomadas de posse. De Governos ou desgovernos, e de todo o tipo de canteiros e flores das mais luzidas às mais apagadas.

A política perde a cor.

O Jorge Ferreira e Pedro Correia viram...
Cinco estrelas.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Parece que há (des)Governo

E desta vez, é fraco e feio.

Muito mau tempo no canil.

Como era a Praça do Commercio

(Também publicado n'O Carmo e a Trindade)

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Good Deeds

Qualidade do Encino